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domingo, 30 de janeiro de 2011

"Scott Pilgrim Contra o Mundo" em cartaz em Porto Alegre

Pegue a garota, derrote seus ex-namorados do mal e entre numa jornada épica de orgulho nerd que você jamais esquecerá. Essa é a promissa de Scott Pilgrim Contra o Mundo, um épico de epicidade épica que gira ao redor da vida de Scott Pilgrim (interpretado por Michael Cera), um rapaz de 22 anos (ou 23, nos quadrinhos) que toca baixo numa banda indie que aspira ao sucesso - a Sex Bob-Omb. Isso mesmo! E a alusão às famigeradas bombas do mundo do Mario são só o topo do iceberg de referências à cultura juvenil implantadas no universo de Scott Pilgrim, criado pelo canadense Bryan Lee O'Malley.

No enredo, Scott começa a namorar uma colegial, Knives Chau (Ellen Wong), que conta com apenas 17 anos de idade, sem mesmo se recuperar completamente do término de seu último relacionamento. Entretanto, quando Scott se apaixona de verdade pela enigmática Ramona Flowers (Mary Elizabeth Winstead), uma entregadora do site Amazon.ca, ele vê dificuldades em terminar seu "namoro de mentira" com Knives Chau e faz de tudo para dar início a um romance com Ramona. Para tanto, porém, ele terá de derrotar a temível Liga dos Sete Ex-Namorados do Mal, uma aliança formada pelos ex-companheiros de Ramona para controlar o futuro de sua vida amorosa.

O que parece ser, no início, o simples desenrolar de relacionamentos discutido por um grupo de amigos, torna-se, ao passar dos minutos, uma curiosíssima miscelânea entre quadrinhos e video games. Tudo isso, é claro, mantendo a cinematografia perfeita. Onomatopeias aleatórias entre as cenas e técnicas de divisão de quadros simultâneos nos remetem de mala de cuia ao universo dos quadrinhos. Não é para menos - afinal, o longa é uma adaptação fidelíssima dos quadrinhos da série Scott Pilgrim, do primeiro ao sexto volume. É preciso uma montoeira de talento para adaptar seis livros num só filme; e, acredite, o resultado ficou surpreendentemente leal. Cada posição de câmera, cada frase, cada gesto foi reproduzido dos quadrinhos para uma performance cinematográfica de modo praticamente perfeito.

Antes de prejulgarem o filme como apenas mais um longa de romance adolescente com Michael Cera, trata-se na verdade de um prato cheio para todos que já jogaram video game, já leram uma história em quadrinhos ou até mesmo aos mais antigos, que assistiam os primeiros sitcoms comédicos americanos - como Seinfeld. O estilo do filme, com sua temática de "chefões de fim de fase" e visuais de um jogo de fliperama - com direito a muito "POW", "KRAKOW" e "K.O.!" -, é totalmente bem-vindo. Diga-se de passagem, a trilha sonora escolhida para o filme é fantástica, a comédia é rápida e hilariante em todos os sentidos e nós da equipe do Reino do Cogumelo altamente recomendamos o filme a todos os leitores.

Infelizmente, o filme teve um retorno baixo nos cinemas americanos, fazendo com que a Universal se intimidasse perante a distribuição de Scott Pilgrim Vs. The World em outros países. O filme pipoca de vez em quando em cinemas peculiares do Brasil. O mais recente é o cinema Guion Center 3, em Porto Alegre. Visite o site oficial da rede de cinemas Guion para conferir horários e locais de exibição. Para saber se o filme está sendo exibido próximo à sua localização, o filtro de buscas do site Omelete pode te ajudar.

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domingo, 12 de dezembro de 2010

King Koopas Kool Kartoons: Você lembra disso?


O sucesso dos desenhos do Super Mario Bros. nos EUA,acabou fazendo que seu rival, o Rei Koopa (Rebatizado de Bowser anos depois) acabou ganhando também uma versão em Live Action. Comparado ao Bozo pelos americanos, King Koopa´s Kool Kartoons era um programa no qual Rei Koopa apresentava desenhos e presenteava a criançada com brinquedos e acessórios de videogame da Nintendo, como o coqueluche da época, a Power Glove.
O programa acabou ganhando apenas uma temporada entre 1989 e 1990, sendo exibida pela KTTV Fox 11 em Los Angeles. Tendo um alcance tão pequeno, o programa passou despercebido, sendo relembrado graças a fãs daquela época.
Rei Koopa foi interpretado pelo ator e dublador Chris Latta, que na mesma época fazia a voz dos personagens Moe e Sr. Burns na primeira temporada de Simpsons.  O ator usava uma fantasia e uma máscara que usava as feições do personagem, criado para os desenhos da DIC da época.
Durante o programa, passava diversas animações da década de 20 e 30, que eram de domínio público. Algumas séries mais recentes, como Muppet Babies, também foram exibidas no King Koopa’s Kool Cartoons.
Mesmo parecendo um programa de gosto bem questionável, King Koopa’s Kool Kartoon ganhou prêmios na época que foi pro ar.
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O Lado Bom de "Super Mario Bros." O Filme (1993)


O filme Super Mario Bros., lançado nos cinemas em maio de 1993 seguindo 12 anos de jogos do Mario bem-sucedidos foi simplesmente ruim. Até mesmo com o impulso de uma série popular de jogos e a comparação com Blade Runner, o filme do Mario falhou miseravelmente às expectativas das pessoas.

Mas ainda que o filme possa ter alienado alguns fãs com um roteiro infimamente baseado na série de jogos, um Luigi sem bigode, um Yoshi diminutivo, inúmeras referências aos jogos do Mario (como os Boos aparecendo na TV do bar de Big Bertha) e uma cena "explosiva" deram aos fãs outra razão para assistí-lo até o fim. Deixando o roteiro questionável de lado, a adaptação do Mario tentou recriar a magia dos jogos sem a magia da animação.Confira.

OS EFEITOS ESPECIAIS


Você tem que dar a eles o crédito por isso: enquanto as filmagens de tela azul são fáceis de identificar com os meus olhos velhos, espertos e não-pertencentes-a-uma-criança-de-oito-anos-para-acreditar-que-tudo-o-que-vejo-num-filme-é-real, as filmagens em FX conseguiram sobreviver ao teste do tempo. Seja se estivermos falando de filmagens em CGI (como Koopa e Mario se desintegrando entre os dois mundos no final) ou o ventriloquismo prático (os Goombas), é difícil reclamar sobre a qualidade de como os efeitos apareceram. Bem, nove anos depois, A Múmia copiou o efeito do "rosto na areia", como visto acima.

NOS ENSINOU O NOME DO MARIO

Faz sentido que seus últimos nomes sejam Mario, considerando que você não classifica irmãos pelo primeiro nome do mais popular... mas ninguém realmente colocava dois nomes iguais até que o filme foi lá e fez. Mario Mario e Luigi Mario. Você pode rejeitar tudo no filme, mas os fãs (incluindo eu), assim como a própria Nintendo, aceitaram esse sobrenome, e este aspecto durou por anos a fio até os dias de hoje.

OS GOOMBAS


Uma das críticas principais do filme dos Mario Brothers durante seu lançamento foi que era assustador demais para crianças, mas bobo e infantil demais para adultos. Quando eu, Jardim, era criança, tive pesadelos com a cara dos Goombas (sério): eles são medonhos pra cacete. Eles têm quase três metros com cabeças do tamanho do meu punho, nunca falam nada além de balbucio nonsense, e seus rostos são MUITO expressivos. Os Goombas são um caso de efeitos especiais feitos muito bem: apesar da área limitada de seus rostos, os Goombas são capazes de expressar todas as emoções que quiser. Isso é bacana, mas ao mesmo tempo terrível. Não tenho certeza de que esse é um dos pontos positivos do filme, mas vale a pena mencionar de qualquer modo.

BOB-OMB


Mario fica numa ponte, desarmado e indefeso. King Koopa para em sua frente, armado com seu lança-chamas. O que Mario faz? Ele retira o pequenino Bob-Omb dado a ele pelo velho, fungificado rei e consegue acendê-lo. Koopa vesgueia, tentando ver o que ele está fazendo. De repente, a realização o acerta: "Bob-Omb." A esse ponto, todo mundo na cidade vê o que Mario tem em mãos, e eles SE APAVORAM. Carros batem, pessoas pisam nos pés das outras tentando fugir, e o caos geral se sucede. Tudo por causa de uma bolinha preta calçando sapatos de plástico da Reebok (sério, o logo da Reebok tá nos sapatos. Não tem imagens disso, então você vai ter que olhar por si mesmo). Não existe uma criança viva que tenha visto o filme e não quis ter um desses.

YOSHI!!


A inclusão do Yoshi é bem bacana. Ele aparece em torno do terceiro ato, que é quando a maioria dos filmes escolhe parar de apresentar novos personagens. Se você é um fã dos jogos, você tem procurado por referências, esperando pelos seus personagens favoritos - até quando Mario e Luigi usam seus trajes registrados, você assume que já tivemos todos os personagens do Mario que poderíamos. Mas, quem é aquele pequeno dinossauro acorrentado na cela de Daisy? É o Yoshi! Que bala!! E ele tem pelo menos uma das habilidades do jogo (a língua longa, flexível), e ele na verdade usa isso pra ajudar a Daisy! Certo, ele é muito menor do que a gente pensava, e ele é esfaqueado na garganta logo depois que ele ajuda a Daisy e nós nunca vemos ele de novo, mas enfim. Ainda é algo que conta. ...Certo?

USO PRÉ-11 DE SETEMBRO DAS TORRES GÊMEAS DESTRUÍDAS



Brrrrrrrrr.Continuando...

O FINAL TIPO VAMOS FAZER UMA SEQUÊNCIA


Se há um tipo de final de filme mais depressivo do que o gancho "por favor vamos fazer uma sequência", eu não sei qual é. Quando Daisy, enfiada em roupas de batalha shows de bola chuta a porta e declara para o Mario que "Eu preciso de sua ajuda", o filme se junta a The Italian Job e Serenity como um daqueles filmes sobre os quais uma sequência hipotética tinha grande potencial mas que nunca foi realizada.

Então, aí está. Se você já viu o filme, espero que tenha pelo menos um pouquíssimo de apreciação por ele. Se você ainda não viu, espero que veja. É ótimo pelo valor da nostalgia, e nada mais. E pra mim, chega. Poft.
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